O
Janela Internacional de Cinema do Recife chega ao fim de
sua oitava edição com 10
dias de pura sinergia em torno das três
salas contempladas em 118 sessões, numa soma de cerca de 20 mil
espectadores, recorde
do festival. Para os
espectadores em tentativa incansável de conciliar todas
as projeções, apenas um
DeLorean ou um
vira-tempo o tornaria possível. Haha! Essa
colisão constante de filmes longos, clássicos,
curtos, novos e de arquivo
são acolhidos intimamente
pelo público
num delicioso processo de triagem individual.
Organizado
pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, o
Janela realizou no último domingo, dia de encerramento desta edição,
a cerimônia de premiação. Na competição de longas, o prêmio
principal foi para “Futuro Junho”, de Maria Augusta Ramos. O
filme também levou menção honrosa do Janela Crítica, além do
prêmio de melhor longa pela Associação dos Blogs de Cinema de
Pernambuco (ABC/PE).
Os
vencedores dos melhores curtas internacional e nacional foram o
australiano “Caravan”, de Keiran Watson-Bonnice e “Lembranças
de Mayo”, de Flávio C. von Sperling, respectivamente. Já na
categoria som, venceu “Mate-me Por Favor”, da diretora carioca
Anita Rocha da Silveira. Já as atividades referentes às oficinas do
“Aulas de Cinema do Janela”, incentivadas pela Petrobras, ainda
estão acontecendo no Portomídia, Bairro do Recife, e contemplam
cerca de 35 alunos, entre cursos gratuitos e pagos.
A
última sessão transmitida este ano pelo Janela foi a de “Luzes da
Cidade”, clássico estrelado, escrito e dirigido por Charlie
Chaplin, que também compôs toda a trilha orquestrada do
longa-metragem. Além da genialidade evidente, um dos grandes
inconformistas do cinema, cujo mote era a liberdade artística
completa, sofreu durante anos nas mãos da indústria hollywoodiana.
A simbologia presente na escolha desta obra para encerramento do
Festival está nas críticas ao sistema, nas desigualdades e outros
diversos problemas sociais que o Janela luta incessantemente e que é
inerente à filmografia do diretor. Além disso, o romantismo no modo
de enxergar e viver a vida de Carlitos também é um dos emblemas que
o evento carrega irrefutavelmente.
A
maratona fílmica, a descoberta de vertentes cinematográficas, as
novas amizades, os aprazíveis encontros em torno dos cinemas, a
mobilização antes das sessões, as conversas fervorosas aos pés
dos rios Capibaribe e Beberibe... Só nos resta lamentar por ter
sido tão efêmero. Mas ano que vem tem mais!
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